A Secretaria municipal do trabalho habitação e assistência social- Semthas realizou na manhã dessa quarta-feira(16), o fórum municipal Faça Bonito, integrando as ações relacionadas ao Dia Nacional de Combate ao abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes, 18 de maio. O objetivo foi debater com a sociedade, o que vem sendo feito atualmente e as medidas que poderão ser adotadas no combate e prevenção a esse tipo de violência, que provoca diversos danos as crianças e adolescentes.

O evento ocorreu no Theatro Sete de Setembro e contou com as presenças de conselheiros tutelares, coordenadores e profissionais da Semthas, do Prefeito Marcius Beltrão, Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos diretos da criança e do adolescentes, Wanderleia Nunes, Coordenador de planejamento Vinicius Barbosa, Secretaria Maria Izabel Bezerra Ernesto Cabral, vereadores, entre outras autoridades.

O fórum municipal Faça Bonito debateu entre outras questões, os fatores de risco para crianças e adolescentes, e os principais fatos relacionados ao tema, além da importância de denunciar qualquer caso de violação aos direitos dessas crianças sobretudos relacionados ao abuso e a exploração sexual, abordando também a legislação vigente e as medidas que podem ser tomadas para o fortalecimento da rede de proteção.  Destacando que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disk 100.

O Coordenador de Planejamento da Semthas, Vinicius Barbosa destacou a importância de se multiplicar o conteúdo debatido durante o fórum, articulando toda a sociedade em prol do combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Também convidou a todos para participar da mobilização que acontecerá na próxima sexta-feira(18), Dia nacional de combate ao abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes, com as equipes que compõem a rede de proteção Semthas, Creas, Nasf, entre outros.

Palestras

 A palestra do Psicólogo Edmânio Soares, do Núcleo de apoio à saúde da família- Nasf  abordou a evolução dos direitos das crianças e adolescentes desde o século XVI até a atualidade. O palestrante citou autores de renome internacional da psicologia que estudam os fatores emocionais das crianças e como essas veem a realidade em sua volta.

Edmânio Soares citou os tipos de abuso que podem ser sofrido por  crianças e adolecentes, sendo esses:  Físico, emocional, sexual e negligência. Também explicou os conceitos de abuso e exploração sexual, sendo que o último acontece quando existe o oferecimento de dinheiro ou outros objetos, para obter favorecimento sexual por parte de crianças ou adolescentes, sendo em muitas casos configurados como estupro de vulnerável.

Outro conceito explicado pelo Psicólogo foi a definição de Pedófilo, sendo  esse um abusador perverso e cruel, pois fere a criança de diversas formas, provocando estragos que podem ocasionar diversos traumas para as vitímas .

Além disso foi debatido as diversas reações por parte das famílias das crianças e adolescentes abusadas e o seu papel dentro desse contexto.  Após a primeira palestra ocorreu a apresentação do aluno do 8º ano Ronaldo, que compôs um rap sobre o tema, na qual destaca a importância da denúncia dos casos de abuso ou exploração sexual e dos cuidados com as crianças e adolescentes brasileiras.

A segunda palestra do dia foi proferida pelo Conselheiro Tutelar e Professor Alyson Dantas,  que iniciou sua explanação falando sobre os relatos de crianças e adolescentes abusadas sexualmente e as dificuldades existentes no Brasil, em se fazer cumprir a lei e dar andamento aos processos relacionados aos direitos das crianças e adolescentes.

“É preciso que cada um dentro de sua área de atuação possa fazer essa reflexão, para que os direitos das crianças e adolescentes possam ser assegurados”, salientou.

Outro ponto abordado pelo Conselheiro Tutelar foi relacionado com a legislação atual, que engloba além da Constituição federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA, o código penal e as mais recentemente leis criadas sobre o tema.  Foi destacado também, a importância do agente de direito saber lidar com os casos que recebem, adotando os procedimentos cabíveis, mas protegendo as vítimas de exposições desnecessárias.