Nota-de-Esclarecimento-CópiaDepois de sucessivas negociações, o prefeito de Penedo sempre tentando encontrar uma solução para acabar com o movimento grevista dos servidores da Educação, reconhece que o momento é de cautela.

No mês de setembro, o promotor da Infância e da Juventude intermediou uma negociação entre o Município e o Sindspem. Na ocasião, o sindicado na pessoa da presidenta Ana Flávia Teixeira colocou uma nova proposta, sendo 7% de reajuste para todos os servidores da pasta.

Naquele encontro, o prefeito Marcius Beltrão disse que iria analisar e na semana seguinte, se posicionaria. Com os levantamentos nos cofres públicos, constatou-se que o aumento seria possível sim, para os professores. Sendo inviável o reajuste no momento para os demais cargos da Educação, visto que, também existem em outras Secretarias os mesmos cargos, o que poderia ocasionar um efeito cascata de reajuste, podendo ter que ser pago via Poder Judiciário, pelo direito garantido na isonomia salarial.

Além de todos os pontos expostos, o momento que o Brasil enfrenta requer cautela financeira, para que no futuro o município de Penedo não possa sofrer graves consequências financeiras. No período, as contas públicas estão estáveis e com todos os salários em dia dos servidores, nosso maior patrimônio.

Pois bem, também foi realizada uma Audiência Pública na Casa de Aposentadoria, na presença do promotor Izadílio Vieira, vereadores, professores e o prefeito de Penedo. Durante pouco mais de duas horas de discussões, mais uma vez veio à tona a proposta de 7% para encerrar o movimento grevista.

A proposta foi aceita pelo prefeito e no mesmo dia, foi enviado para à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei para conceder o reajuste. Sabemos que durante os debates em momento algum, foi levantada a questão do retroativo referente aos quatro meses que os professores estiveram fora da sala de aula, sem perda salarial alguma para eles, que receberam seus vencimentos em dia.

Por fim, reconhecemos o movimento e desejamos que revejam suas posições pelo bem das nossas crianças. E que todas as discussões possam ser encerradas sem que ambos os envolvidos possam ser prejudicados.